domingo, 23 de julho de 2017

O Retrato de Dorian Gray




                                                                             



        O Retrato de Dorian Gray, foi um romance filosófico do escritor dramaturgo Oscar Wilde. Publicado pela primeira vez como uma história periódica em uma revista inglesa em julho do ano de 1890. E também, um conto considerado indecente para a época.


         A história começa com Basil Hallward um artista que fica impressionado com a beleza divinal de Dorian. Então se oferece para pintar em óleo uma tela de corpo inteiro daquele belo personagem que o encantou.  Dorian Gray um jovem aristocrata inglês, que tinha uma visão hedonista do mundo, acreditando que a beleza e a satisfação sexual ( em todos os aspectos ) eram as únicas coisas que valiam a pena perseguir na vida.

      E admirado pela própria beleza retratada por aquele tão talentoso pintor, e entendendo que tamanha beleza iria aos poucos desaparecer com o tempo... Dorian expressa inconscientemente o desejo de vender sua alma, em troca de uma juventude eterna.

      O demônio atende seu pedido, assim lhe propondo um trato. A beleza de Dorian permaneceria intocável para sempre, assim como sua juventude imortal. Em contrapartida seu retrato envelheceria em seu lugar. Pacto selado, e Gray passa a levar uma vida libertina de experiências mundanas e imorais. Enquanto o retrato envelhece sofrendo por todas as coisas ruins que corrompem sua alma.

      Por vinte e cinco anos o belo personagem vive em um paraíso de devassidão, prazeres obscuros e atos cruéis. Até que um dia Dorian volta a encontrar-se com o homem que havia pintado seu belo retrato... e o mesmo espanta-se, pois o rosto de Gray nada mudará. Então Basil revela que sabe a razão sinistra de Dorian não ter envelhecido, de algum modo ele descobrirá seu segredo.


   

                                                                                  




    Gray então convida o pintor a visitar a sala onde sua tela encontrava-se escondida. Sob um cavalete coberto por um manto lá estava o retrato que Basil havia pintado... mas quando Dorian puxa o delicado manto de sobre a tela, o pintor fica horrorizado. O belo personagem de sua pintura havia envelhecido, uns cinquenta anos no mínimo.

         Quando Basil Hollward volta-se na direção de Gray para censurá-lo, sente o frio aço do punhal de Dorian lhe atravessar o coração. O segredo do monstro não podia ser revelado. Na mesma noite Gray abandona sua cidade natal deixando o corpo do pintor enterrado sob os alicerces de sua casa.


      Dorian parece não se importar com o assassinato que cometeu, pois mantém sua vida de orgias e sexo desenfreados.

      Mas, de uma noite para outra, terríveis pesadelos começam a assombrá-lo. Ele sonhava com o rosto do pintor contorcendo-se em agonia enquanto a vida lhe escapava, suas mãos sujas de sangue... E um demônio velho, horrendo, sorrindo para ele.

      Daquele ponto em diante nenhum prazer carnal o satisfazia, a bebida lhe era amarga... Gray continuava belo e jovem, mas sentia sua alma apodrecendo pela culpa, pelo remorso.

      Os pesadelos noturnos e diurnos o enlouqueciam, não conseguia mais distinguir a realidade dos terrores de suas visões... e não muito tempo depois, tomado pelo desespero Dorian portando o mesmo punhal com o qual havia assassinado Basil, dirige-se atormentado até seu quadro, e confrontando sua imagem quase decomposta naquela tela, a esfaqueia na altura do peito.


      Os cervos da casa nada entendem ao despertar na manhã seguinte, e encontrar o corpo de um velho morto apunhalado no coração, deitado no piso frio diante da bela e jovial pintura de Dorian Gray.
       Dorian pagou com sua alma o pacto feito a quase três décadas atrás, o diabo finalmente... recebia sua parte no acordo.
     


     

     

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